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O vôo da Provação

5 de jul. de 2021
4 min de leitura

Uma historia verídica acontecida comigo em 05/07/2014


O VÔO DA PROVAÇÃO (um testemunho )


Mas o Senhor protege aqueles que o temem, aqueles que firmam a esperança no seu amor, para livrá-los da morte e garantir-lhes vida, mesmo em tempos de fome. Nossa esperança está no Senhor; ele é o nosso auxílio e a nossa proteção. Nele se alegra o nosso coração, pois confiamos no seu santo nome. Esteja sobre nós o teu amor, Senhor, como está em ti a nossa esperança. (Salmos 33:18-22 NVI

Este salmo e a cópia fiel daquilo que o Senhor tem feito na minha vida principalmente no dia de ontem.


Meu testemunho é para que a Gloria do Senhor seja manifesta na vida das pessoas, e todos possam ser acrescidos na sua fé em Deus e na Sua Palavra.


Após quase 11 horas de vôo de Vitória -ES a New York - USA, exausta já da viagem, resolvi pegar um "atalho" para chegar mais rápido e finalizar minha viagem, chegando ao meu destino que é a Ilha de Marthas Vineyard. Ao pegar o jatinho que cabia umas 6 pessoas simples e pareciam estar como eu, apreensiva, a medida que viam a situação do avião, do piloto, as poltronas da aeronave. E eu coloquei a viagem e o pequeno avião nas mãos do Senhor. Foi uma experiência nada de agradável a subida! Assim que vi o piloto que foi conversando com os passageiros extrovertidamente, achei que seria boa, mas ao iniciar a partida, ele pega um livro que com seus gráficos e palavras me pareceu um manual de aviação. À medida que ia fazendo as manobras do início da partida pegava o livro e ia seguindo. Abria a porta do seu lado esquerdo, antes ainda da subida, no chão, aguardando o sinal verde que podia subir, porém, já caminhando para o ponto de onde partiria, sempre com seu movimento de abrir as comportas, deixar o ar entrar, acredito eu que era esse o objetivo, e pronto. Começou ali a experiência mais aterrorizadora da minha vida. Enfrentamos uma série de nuvens carregadas de chuvas, turbulências subidas e descidas, e eu olhava a minha frente, uma moça que olhava o piloto e aquela situação, com uma certa curiosidade, e parecia-me que ela também não estava acreditando no que via, mas ria de tudo isso. Os outros assistiam também meio atônitos, mas não aterrorizados como eu. Um senhor ao meu lado me via naquele estado e lendo normalmente seu jornal, as vezes me falava algumas palavras mínimas, tentando talvez me confortar. Não me atrevia olhar pra traz. Nas janelas só apareciam nuvens cheias de água da chuva. Que a medida que passávamos por elas, o tremor do avião ficava mais forte como se estivéssemos passando por muitos buracos na pista de uma estrada de chão, com um jipe. E a todo momento eu clamava a Deus para me dar calma, porém, já cheia de náuseas suando frio, e achei que por um momento fosse desmaiar. Olhei a minha frente no banco do passageiro, vi algo como uma saco de pipoca grande vazio, dobrado, parecia que me chamava para pegar. Naquela situação, nem pensei duas vezes, peguei o saco e tentei vomitar o que não tinha no meu estômago. Achei que fosse melhorar, mas fui clamando ao Senhor: meu Deus, o Senhor não me tirou lá do Brasil passando por todo esse processo de vôo para eu terminar aqui né? Por favor, me socorre e faz com que cheguemos sãos e salvos em terra. Não clareava lá fora, somente nuvens, nuvens, nuvens em todo o lugar, e o meu pensamento negativo de que poderia vir outra aeronave, ao nosso encontro, como se eu estivesse numa estrada, sem visão tentava tomar conta de mim, o que a todo o momento repreendia. Até que consegui ver um pedacinho de mar lá em baixo e verde de árvores, trazendo um pouco de paz. Já havia colocado pra fora tudo o que eu não tinha, e segurava a sacola aguardando o fim disso tudo.


O pouso não foi uma experiência das melhores também, consegui ver a ilha, com pouquíssima visibilidade e então, mais baixo, com muitas turbulências, aliás o tempo inteiro de turbulência a viagem, consegui ver as luzes no chão para o pouso, e as asas do avião subiam e desciam, lembrando de quando uma criança pega um avião de brinquedo e forja um voo com ele, foi assim mesmo. O piloto consultava no chão o manual aberto e eu com minhas conversas com Deus, pedindo misericórdia, mas agradecendo a Ele porque sabia que onde iria parar seria o centro da vontade dEle. Pousamos, Graças ao boníssimo Deus, e sua misericórdia. Ri-me por dentro e pensei: Deus me quer fazendo algo grande nesse lugar! Por isso me trouxe em salvação.


Saímos da aeronave, o senhor que estava ao meu lado me orientando e dizendo palavras que não conseguia entender pelo grande esforço que teria que fazer mas na minha exaustão não conseguia. Só sabia que eram palavras de conforto, pois suas mãos no meu ombro traduzia isso. Dei glórias, tentei me recompor, peguei minhas malas e aguardei meu marido para que pudesse me tirar dali e descansar em outro lugar, e contar para ele toda essa experiência que Deus me fez passar, que será para a Gloria dEle!


Boa noite!


Marilza Loubach

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